Marcelo Prata, preparador físico do Kirmayr Prep School, explica como deve ser o trabalho de preparação física dos jovens tenistas.

 

Como nossos jovens tenistas devem se preparar fisicamente? Esta é um pergunta que muitos pais se fazem constantemente. Para ajudar a entender melhor o processo de treinamento esportivo, Marcelo Prata, preparador físico do Kirmayr Prep School, apresenta a linha do tempo para um jovem tenista, desde a fase da descoberta do esporte na vida de uma criança até o caminho para o profissional. Tudo isso embasado por anos de estudos, práticas em diferentes esportes e muito convívio com os pais de alunos.

Marcelo conta que, antes mesmo de iniciar seus estudos na universidade e de decidir qual carreira seguiria, já tinha em mente uma coisa: queria trabalhar com crianças e jovens.

“Eu não tinha ideia de como começar o trabalho com uma criança, mas eu sabia que, independente do que trabalhar, eu tinha que fazer o treinamento se tornar divertido. Dessa forma, deixaria de ser uma obrigação, pois meus futuros alunos mal poderiam esperar a hora de ir para a aula. Também tinha em mente que o trabalho não poderia ser apenas diversão, necessitava de uma progressão. Foi a partir desse ponto que eu comecei a pensar na ideia de me tornar um preparador físico”, ressalta Marcelo.

Evoluindo no tênis – A linha do tempo da preparação física de um atleta

Segundo Marcelo Prata, com mais ou menos cinco anos de idade, a criança já pode começar a praticar um esporte. Assim, é um momento onde é essencial que o pequeno se fascine pelo tênis, por exemplo. A primeira aparência é a essência para um trabalho bem feito. Quem tem filho sabe que quando o mesmo gosta de uma atividade, ele chega a contar os dias para ir fazer sua aula, pois isso está diretamente ligado à diversão. “Um ponto chave é o treinador saber falar a linguagem da criança. O treinamento tem que ser voltado para o esporte, mas não gosto da ideia de usar termos específicos e sim deixar a criança ir se descobrindo dentro  e fora da quadra de tênis. O objetivo do tênis é manter a bolinha do outro lado da quadra. O objetivo do professor é montar exercícios para que as crianças consigam atingir esse objetivo desde o começo”.

Preparação Física

Preparação Física

O profissional ressalta outro fundamento importante: a quadra deve estar cheia de equipamentos, como um parque de diversão. Os equipamentos atraem os olhares da crianças e a curiosidade de ‘o que irei fazer hoje com isso tudo?’. “A aula não precisa ser diretamente voltada apenas para o tênis, eu particularmente gosto de mesclar uma aula de preparação física e tênis ao mesmo tempo”, comenta.

Exercícios de coordenação motora são fundamentais nesse período de treinamento, pois estimulam a conexão do cérebro com o corpo e fazem com que a criança pense e livremente execute os exercícios propostos. O desenvolvimento cerebral é fantástico e deve ser aguçado sem exigência. O tipo de conversa deve ser de poucas palavras e positivo, sempre estimulando a criança. Usar palavras negativas causam frustração, o que prejudica o desenvolvimento. “Com o tempo, é necessário ir progredindo nos exercícios, acrescentando novos desafios e matérias como, por exemplo, equilibrar uma bolinha com a raquete, fazendo a movimentação específica do tênis”, ressalta o preparador.

A fase de coordenação vai até os 12 anos em média, mas, caso uma criança comece a jogar tênis depois dessa idade, não há problema algum em fazer os exercícios de base. Os únicos problemas que talvez possam aparecer são as correções motoras, ou vícios, que uma criança desenvolveu com o tempo como, por exemplo, andar na ponta dos pés.

Os exercícios que podem ser desenvolvidos são incontáveis. Desde movimentações em todas as direções, até os que trabalham equilíbrio, coordenação visual, posicionamento em quadra, entre vários outros. Marcelo ressalta ainda que nessa fase também é fundamental fazer exercícios de reconhecimento. “Eu gosto de fazer associações. Se eu mostra a cor verde, por exemplo, a criança deve se descolar para trás, a cor vermelha, para frente, e por aí vai”, explica. Exercícios de velocidade de reação ocular são de extrema grandeza. Nesta fase, não é uma ideia errada trabalhar poucos exercícios de consciência corporal e exercícios de isometria.

Na fase seguinte, 12 anos, é fundamental o trabalho de coordenação específica. Nessa idade a criança já desenvolveu uma musculatura mais firme, possui mais equilíbrio e consciência corporal (caso tenha sido trabalhada desde a primeira fase). Muitos ensinam intensidade de movimentação em quadra, como ficar na ponta dos pés se movimentando o tempo inteiro, isso muita vezes pode ser falho, pois ser muito intenso não significa ter uma movimentação em quadra eficiente. A eficiência na movimentação de pés e postura corporal é fundamental para um bom jogo de tênis e devem estar em sincronia com a visão.

 

Muitos jovens tem dificuldade de associação. Demoram para reagir quando uma bola vai curta ou funda por exemplo. Eliminar esse problema através de uma boa preparação física com exercícios de ação e reação é a solução.

Nessa fase também é aconselhável agregar exercícios de fortalecimento muscular, continuar um bom trabalho de flexibilidade e mobilidade corporal. Todos  nascem com um corpo móvel e flexível e com o passar dos anos vamos perdendo esses pontos por que não é trabalhado. Dar continuidade nesse processo é uma grande forma de evitar futuras lesões.

Marcelo e seus alunos

Marcelo e seus alunos do Kirmayr Prep School

“Na fase seguinte, depois dos 15 anos, eu apenas gosto de acrescentar musculação e movimentos ginásticos. Gosto também de desde a primeira fase, agregar exercícios de outros esportes. Essa fase é uma manutenção para a fase que de transição do juvenil para o profissional não seja um choque. Posso dizer que essa fase será a fase mais estressante para o jovem tenista, pois os treinos serão mais intensos e o mesmo já tem que ter a compreensão disso”, comenta.

Para finalizar essa linha do tempo da preparação física, Marcelo Prata ressalta que o fundamental no treinamento físico é que o jovem atleta tenha a compreensão de captar a informação vinda de seu treinador, seja teórica ou prática, e de “sincronizar a mente fria”, ou seja, aquela mente que independente do estresse do treino tenha a capacidade de entender o treinamento.

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